sábado, setembro 22, 2012

Autofagia para a sobrevivência


Somos todos autofágicos – e isso é bom. A todo momento nossas células se digerem e se renovam, desfazendo e reaproveitando proteínas, por meio de um mecanismo biológico chamado autofagia. Vista antes apenas como um processo de morte celular, essa forma de autodestruição seletiva de componentes celulares mostra-se agora como um artifício de sobrevivência dos organismos – só quando não há mais conserto possível é que as células se apagam. Como aparentemente pode ser acelerada ou retardada, a autofagia tornou-se uma estratégia nova para combater doenças e prolongar a vida das células, cujo interior deve guardar tanto movimento quanto os quadros do artista plástico Jackson Pollock.

De imediato, a autofagia está abrindo perspectivas de aplicações novas para velhos medicamentos. Por exemplo, o lítio, usado para tratar pessoas com transtorno bipolar de humor, marcado por saltos repentinos da euforia à depressão profunda, pode ser útil para deter o mal de Alzheimer, uma forma de degeneração dos neurônios que tende a se agravar com o envelhecimento. A cloroquina, além de aplacar a malária, pode ajudar a combater tumores. A rapamicina, antibiótico usado para evitar a rejeição de órgãos transplantados, prolongou a longevidade de um grupo de camundongos, em comparação com outro grupo, que seguiu o curso normal do envelhecimento.

domingo, agosto 26, 2012

Bactéria que 'come' pode dar R$ 2,8 bilhões para Vale


A Vale desenvolve, em parceria com a USP, uma tecnologia para identificar bactérias e fungos capazes de "comer" cobre para, no futuro, aproveitar economicamente os rejeitos produzidos no beneficiamento do mineral e absorvidos por esses micro-organismos.
O projeto conta com financiamento não reembolsável (a fundo perdido) de R$ 12 milhões do BNDES e contrapartida de R$ 3 milhões da Vale. A pesquisa está em curso na barragem de rejeitos da mina de Sossego, em Carajás (PA).
Nessa espécie de lago onde são depositadas as sobras do processamento do cobre, há 90 milhões de toneladas de detritos -nelas, há teor residual de 0,07% de cobre.
Ao preço atual do metal, a Vale teria receita bruta (sem descontar as despesas) extra de US$ 1,4 bilhão (R$ 2,8 bilhões) com o aproveitamento dos resíduos da barragem -mais do que a companhia investiu, de 1997 a 2004, para colocar a mina em operação (R$ 1,2 bilhão).

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, julho 30, 2012

Biotecnologia é para quem sonha com vida dentro do laboratório

Agronegócio e área farmacêutica lideram seleção de estudantes. Confira as empresas que mais contratam

Foto: Getty Images

Estágio em biotecnologia é feito no laboratório
 Quem pensa em uma vida profissional dentro de laboratórios de pesquisa avançada, alta tecnologia e muito estudo, deve prestar atenção ao que diz o professor de ciências físicas e biomoleculares da Universidade de São Paulo (USP), Otávio Henrique Thiemann: “A biotecnologia está tendo um momento semelhante ao que ocorreu com a informática há 30 anos. É um despertar das grandes empresas para a necessidade de fazer pesquisa e desenvolvimento nessa área”. Entendeu? O que ele quer dizer é que essa área não muito conhecida oferece boas perspectivas de desenvolvimento profissional.
Prova disso é que a produção brasileira recente de trabalhos acadêmicos reconhecidos está concentrada justamente nesse setor. Os quatro campos da ciência no Brasil que mais publicam artigos científicos em revistas internacionais estão ligados à biotecnologia, são eles: ciências agrárias, zootécnica e botânica, microbiologia e farmacologia, segundo levantamento recente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Investimento – Esses setores são também os que mais oferecem oportunidades de estágio e trainee para interessados em trabalhar com pesquisa. O agronegócio, por exemplo, é a área que mais recebe recursos para pesquisa e, no Brasil, desenvolve projetos que vão desde o desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas à produção de vacinas transgênicas. O país é o terceiro do mundo em área de transgênicos plantada, atrás apenas dos Estados Unidos e Argentina.

terça-feira, maio 22, 2012

IDENTIFICAÇÃO DO MATERIAL GENÉTICO


Em 1866 Mendel descreveu os genes através dos seus efeitos finais tais como os fenótipos. Pelos experimentos de Mendel, e de outros pesquisadores, ficou definido que os genes levam a informação genética de uma geração para outra e, apesar de não ser visto ou delimitado fisicamente, deveriam apresentar as seguintes propriedades: 
- Replicação: processo que permite ao gene produzir outras unidades iguais a si próprio. 

- Transcrição: Processo pelo qual a informação genética, é transferida para o local apropriado (ribossomo) e é traduzido. 

- Tradução: Processo pelo qual são produzidas as proteínas a partir de uma seqüência de nucleotídeos. 



Após Mendel, os genes foram definidos quimicamente e foram conhecidos pelo que realizam na síntese protéica e não a nível de expressão fenotípica.  

DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS GENÉTICAS : MÉTODOS DE RASTREAMENTO

DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS GENÉTICAS: MÉTODOS DE RASTREAMENTO
Uma ampla variação de técnicas são utilizadas para a identificação de doenças genéticas. Todos os métodos têm vantagens e desvantagens e requerem considerável habilidade e experiência para serem realizados. Não existe uma padronização ou preferência geral por um método, mas os laboratórios devem ser conhecedores das limitações e sensibilidade dos métodos por eles usados.
A apresentação a seguir é uma síntese das diferentes estratégias, baseadas na análise do DNA, utilizadas para o diagnóstico de doenças genéticas.
Doenças Genéticas: Padrões de Herança Simples ou Complexo
  • Autossômicas Recessivas - os genes estão presentes nos autossomas e os indivíduos afetados tem duas cópias do gene mutante. Ex: Fibrose Cística.
  • Autossômicas Dominantes - os genes também estão nos autossomas, mas basta uma cópia do gene mutante para causar a doença. Ex: Doença de Huntington.
  • Ligadas ao Cromossomo X - os genes agem como mutações dominantes no sexo masculino. Ex: Distrofia muscular de Duchenne.
  • Poligênicas ou Multifatoriais- resultam de mutações em genes diferentes ou surgem da interação de fatores ambientais com múltiplos genes. Ex: Doenças cardíacas coronárias, câncer e esquizofrenia.
Aconselhamento Genético
O aconselhamento genético é o conjunto de informações dado à família com relação ao risco de recorrência , prognóstico e possíveis tratamentos de uma determinada doença genética.
Testes Genéticos
  • Citogenético
  • DNA
  • Metabólico

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"Biotecnologia define-se pelo uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre as propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de utilidade."